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| Foto: Hélvio Romero/ Estadão |
Exposição Latin America in Construction: Architecture 1955-1980
Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo
Com três grandes eventos já confirmados na cidade, 2016 deverá ser o ano da arquitetura em São Paulo. Adiada do ano passado para este, a Bienal Internacional de Arquitetura, em sua 11º edição, deve abrir no mês de maio. Também vai aportar por aqui a exposição Latin America in Construction: Architecture 1955-1980, do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). E, ainda, a cidade sedia a Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo em 2016, sob o comando dos arquitetos espanhóis Ángela García de Paredes e Ignacio García Pedrosa.
É grande a expectativa de que esses eventos, principalmente a Bienal Internacional, deixem um legado para a cidade. Espera-se que se coloque em evidência a importância do ‘projeto’ como instrumento de transformação da realidade. Logo: a Bienal vai gerar projetos.
Todos esses eventos contribuem para a própria formação dos arquitetos. É preciso frisar a importância desses espaços em que jovens arquitetos têm a oportunidade de se aproximar e conviver por alguns dias com profissionais de projeção. Tudo isso enriquece muito a nossa área.
Eventos assim fazem com que a sociedade em geral também entenda o “papel óbvio” dos arquitetos para o desenvolvimento das cidades.
Profissionais da área comemoram a agenda cheia. Estes eventos são oportunidades de discutir e difundir conceitos que afetam a qualidade do ambiente urbano e sua arquitetura, e em última análise, a qualidade de vida em nossas cidades – que, convenhamos, muito carecem dessa discussão. Uma curiosidade, aliás: na exposição do MoMA há um histórico do concurso que elegeu o projeto para o Edifício Peugeot, de Buenos Aires, vencido há mais de cinco décadas pelo escritório de Aflalo.
Brilhante a entrada da cidade de São Paulo no calendário da exposição de Arquitetura latino-americana, que tem sido muito comentada e criticada positivamente, enquanto exposta no MoMA de Nova York. As Bienais têm papel importantíssimo para os profissionais de arquitetura terem maior contato com o que tem sido projetado (e pensado) no Brasil e lá fora, material que, por vezes, só temos acesso através de revistas ou internet. Abrem-se espaços de observação, reflexão e debate, promovendo o enriquecimento da produção arquitetônica. Além do mais, estas mostras recebem grande visitação do público leigo, que poderá repensar a qualidade da arquitetura que tem sido ofertada e consumida nos últimos tempos em nossas cidades.
Fonte: ESTADÃO
